Oficina PDRS Sorocaba

Oficina PDRS Sorocaba from Kizomba on Vimeo.

Nos dias 24 e 25 de março de 2014, ocorreu no município de Sorocaba, no Auditório do Escritório de Desenvolvimento Rural, a primeira oficina do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Acesso ao Mercado.


Trata-se de uma iniciativa executada pelas Secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA) e do Meio Ambiente (SMA), financiada pelo Banco Mundial e pelo Governo do Estado de São Paulo, que prevê o apoio à projetos de Sistemas Agroflorestais (SAF) que contribuam para o fortalecimento econômico de agricultores familiares e para a adequação ambiental de seus imóveis.
Após seleção de 55 pré-projetos no Estado de São Paulo, a ação prossegue com a realização de 4 Oficinas com plantões de dúvidas nos municípios de Sorocaba, Presidente Prudente, Araçatuba e Campinas, com o objetivo de auxiliar os proponentes a estruturar seus projetos nos modelos estabelecidos.
São projetos de associações ou cooperativas de agricultores e ONGs com atuação na área ambiental, visando à implantação e/ou enriquecimento de sistemas agroflorestais e que tenham como beneficiários pelo menos 70% de agricultores familiares.
A empresa de consultoria socioambiental e cultural Manufatura de Ideias, foi contratada pela SMA para realizar as oficinas e plantões de dúvida juntamente com os técnicos da própria secretaria.


Participaram desta oficina de Sorocaba o Instituto Giramundo, de Botucatu, com projeto de implantação de SAF na região sudoeste do Estado, prevendo a formação de rede intermunicipal de agricultores para a troca de experiências; a Cooperativa de Produtores Rurais de Ipanema e Região (COPRIR), do município de Iperó, com projeto de SAF de árvores frutíferas, visando a comercialização pelos próprios agricultores nas feiras locais; a AKARUI, de São Luiz de Paraitinga, com projeto de implantação de 17 unidades de estudos em SAF, sendo 9 delas dedicados à atividade silvipastoril; a Cooperativa de Agricultores Familiares 18 de Maio (COOPMAIO), também de Iperó, que propõe o manejo agroflorestal como aporte nutricional e de recursos às famílias dos agricultores, com a melhoria na estrutura de produção e venda do excedente; e a Associação Regional de Desenvolvimento Agrário (ARDA), de Itapetininga, que pretende suprir a carência de equipamentos, insumos e transporte de organizações de agricultores de SAF já organizados.
Estiveram presente ao todo 27 pessoas entre proponentes e técnicos da Manufatura de Ideias e SMA.
A Oficina de Sorocaba foi subdividida em dois módulos de 8 horas cada, em dias consecutivos. No primeiro dia, as atividades seguiram com uma caráter introdutório com a apresentação de conceitos sobre SAF, assim como apresentação dos pré-projetos das organizações presentes. Cada organização recebeu um kit contendo o Manual para a Elaboração da Proposta e publicações com referências sobre SAF. As atividades práticas com as planilhas de viabilidade econômica tiveram início ainda no final do primeiro dia para continuarem no segundo dia inteiro.


A estrutura do Formulário de Apresentação de Propostas, apresentado pela SMA, foi a base para o processo de construção do projeto. O Material Didático produzido teve o objetivo de servir de guia para a elaboração final da proposta.
O trabalho com as planilhas que envolviam o planejamento e orçamento dos projetos foi um desafio, considerando que sistemas produtivos baseados em SAF requerem não menos que médio prazo para darem resultado, só então sendo possível executar as metas de inserção dos produtos no mercado, as quais apresentam toda uma complexidade a parte.


A viabilidade econômica dos projetos pôde ser medida a partir das linhas de base de cada projeto. A partir dessa avaliação inicial, foi abordado o planejamento detalhado do modelo de SAF pretendido, sendo feitas estimativas de suas produções a médio e longo prazo de maneira relacionada à estratégia de comercialização de seus produtos.
A pedagogia da Oficina buscou permitir aos participantes tomar conhecimento de cada componente do projeto, com seus impactos tanto técnicos como financeiros, além das obrigações definidas no edital. Estes foram, assim, qualificados a construírem, a partir das pré-propostas apresentadas, suas propostas finais de maneira coerente e plenamente exequíveis a fim garantir o êxito na implantação e consecução dos resultados ambientais, econômicos e sociais desejados.


A Oficina proporcionou a troca de informações entre os diferentes projetos, o que foi bastante positivo nesta fase de construção, pois as diferentes organizações e agricultores participantes, com seus respectivos graus de experiências com SAF e com a gestão de projetos, puderam colaborar no nivelamento de conhecimentos.
As plenárias foram momentos em que cada participante apresentou suas propostas e questionamentos, e teve como objetivo integrar os participantes e promover a troca de conhecimentos e informações entre eles, além da reflexão critica das ideias desenvolvidas pelos diferentes projetos.
Um intervalo de 5 dias separou a Oficina do Plantão de Dúvidas, realizado dia 31 de março no mesmo espaço e no qual as organização providenciaram e encaminharam as informações e documentos necessários para completar suas propostas finais.

O papel dos técnicos foi garantir a coerência da proposta, fornecer informações, analisar as propostas e mediar debates, além de orientar os participantes no levantamento e estruturação de informações e na coleta de dados, apresentando fontes e métodos de pesquisas.
No final da Oficina e do Plantão de Dúvidas os grupos deverão apresentar suas Propostas concluídas e toda a documentação necessária à SMA, conforme prazo já estabelecido no edital de dez dias após o plantão de dúvidas.

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